O sorriso deste inverno é de placa, como um gol. Pertence a um restaurante aconchegante que fica enfeitando o meu caminho de sempre. Sei que placa na calçada com o cardápio do dia tem em quase todo lugar do mundo. Só que com esse 'açúcar gelado' escondendo o preço... é a maior jogada de marketing dos úlitmos 12 meses! ;).
quarta-feira, 13 de março de 2013
Sorriso de Inverno I
O sorriso deste inverno é de placa, como um gol. Pertence a um restaurante aconchegante que fica enfeitando o meu caminho de sempre. Sei que placa na calçada com o cardápio do dia tem em quase todo lugar do mundo. Só que com esse 'açúcar gelado' escondendo o preço... é a maior jogada de marketing dos úlitmos 12 meses! ;).
terça-feira, 12 de março de 2013
Postagem sem título ;)
Foi falando com uma amiga ao
telefone que percebi a lonjura da minha ausência virtual nesses últimos tempos.
Ela me perguntou se eu achava que já era hora de ‘colocar pra jogo’ o
guarda-roupa de primavera. “Como assim, primavera já?” ,pensei. Sou sempre pelas
estações intermediárias – é assim que chamo o outono e a primavera— mas mesmo
assim sou super a favor de festejar o inverno e os acontecimentos que ele traz.
Até porque não dá pra fugir, né gente? Sim, sim podemos ir fazer um tour em
terras solares mas todo carnaval tem seu fim. A realidade surge mesmo que seja
de compreensão difícil, só assim ... porque tem de ser. ;)
Respondendo à pergunta da minha
amiga eu disse que não. Que não é hora de fazer sair as saias e echarpes
levinhos de seda mas já dá pra diminuir o aquecedor e trocar os casacos pesados
sim ;).
Tenho saudades de usar colares, brincos
grandes e outros fru-frus do gênero – já que tentei isso há uns meses atrás e
quase perdi a orelha #dramática :P – ok, tudo tem seu tempo. E é vontade tipo
cereja no sorvete. Posso ficar sem e não deixar de ter gosto pelas coisas.
Antes que o inverno acabe, deixa eu que contar
o que tenho visto aqui/ali:
Tem tempo que quero falar sobre umas
meninas que fazem tricô por essas bandas. Existem as do tricô pela paz. E também as
ville–vilaines. Em resumo elas fazem tricô e fazem disso um acontecimento
social, um motivo pra reunir gente, conversar um pouco e fazer voar a mente.
Dentre elas, algumas enfeitam as ruas com as suas obras. Imagina, você tá
esperando um ônibus e quando olha por lado a haste do poste tá enfeitada com uma
faixa colorida que tem por único objetivo enfeitar a cidade?! Fofo! Mas claro que
elas também são mulheres engajadas em causas femininas importantíssimas ... sim
senhor(a) :)!
| Que arvorezinha mais colorida! |
| Olha mais de perto! |
'Frutanova'
No mercado do bairro peguei uns folhetos do que pensei ser uma fruta inédita na história da humanidade. Pelo menos, da minha humanidade :P. Uma coisinha diferente, de tamanho médio entre a maçã e a manga de aspecto diferentão e desengonçado como um grande limão que usa blush cor-de- rosa :D.
Dois dias depois encontrei uns
amigos de Toronto. Sentamos à mesa na cozinha e vejam só, eles comiam a tal
fruta-mistério. Me ofereceram um pedacinho e fui lá eu mergulhar em mais uma
experiência antropológica. Coloquei o pedaço inteirinho na boca enquanto o
Darren gritava com comedidos desespero e riso: “não, a casca não!”
E não é que a bichinha tava mais amarga
que cera de ouvido? ;D Entendi rapidamente que a ciência era comer o miolo, as
gotinhas redondinhas que estavam no recheio da fruta. Ahhhhhhh... agora sim!
Senti um gosto de 'quasejambo' junto com um de coisa nova que não sei
explicar.
É esse gosto de fruta nova, de
coisa velha revirada como nova e de nova misturada com lembrança sem data definida - que veio fazer festa nos meus sentidos -
que desejo pra quem vem visitar o Gelinho. O ano de 2013 ainda
tá começarndo.Todos nós somos livres para fazer o seu ano
novo particular quando e quantas vezes bem entendermos. Se tudo não for novo e tiver algo de remexido com coisa desbotada, não ligue. Os remendos se forem bons, podem ser preservados e se ruins, já já você transforma em outra coisa.
Ano com gosto de ‘frutanova’ pra
você!
PS*Vasculhando na internet, descobri que a tal fruta é a Romã. Santaignoranciabatmam# eu é que nunca tinha provado...e lendo ainda mais, vi que acusam a coitadinha de nem ser fruta! Assim meu coração não aguenta! Pode isso, gente?
quinta-feira, 10 de janeiro de 2013
Artefato de Natal
Em matéria de natal, existe um
tal conjunto de coisas que formam uma tradição nessa época do ano. Trocar presentes,
colorir a casa de enfeites típicos, neve pra todos os lados, missa do galo, luzes
encantando as ruas, votos que se renovam e o balé quebra-nozes.
O cenário da natividade é
imbatível como estória a ser recontada. Além desse mistério mágico, a estória
do Papai Noel, os contos ‘modernos’ de Charles Dickens e de Ernest Hoffmann
estão em todo lugar que se confundem com domínio público. Será que de fato não
o são?
Ainda no Brasil eu também ouvi a
estória do espírito de natal do passado, do presente e do futuro além da estória
do Quebra Nozes e o Camundongo Rei. O Balé com músicas de Tchaikovsky – a coreografia
original é de Marius Petipa – é um clássico desde que foi encenado em 1892 na
Rússia. E assim ficou sendo um presente característico do calendário de fim de
ano. Só que esse presente é uma extraordinária celebração a ser compartilhada
co-le-ti-va-men-te. Pra mim, uma espécie de artefato de Natal. Pra se sorver
como coração cintilante. Sorrindo de canto de boca, faiscando até encontrar a
garganta.
E pronto, a fascinação está aí: a
neve que volta, as datas que se exaurem, a passagem do tempo que é pontuada por
acontecimentos que, nós sabíamos, estavam por vir. Se a esses momentos inexoráveis
pudermos adicionar algo de um deleite infantil e amoroso, vamos a ele!
Foi por isso que fui assistir ao
Quebra Nozes. A Fantasia da estória de um sonho de uma menina é uma ótima forma
de dizer que as estações passam, os acontecimentos se dão ... e bom é sublinhar
os momentos que não podemos tocar e desembrulhar como um presente comum. Aquele
balé com orquestra ao vivo, teatro lotado, burburinho de cochicho de multidão
invisível e batuque de pé ritmado no chão, é presente bom de guardar de olhos
fechados. Há quantos natais esse repertório é declamado a plateias em cantos do
mundo?
A fada das neves, os doces
dançando assanhados, os camundongos loucos, os carneiros saltitantes, as flores
em pas de deux ... quantos cúmplices já não os viram desde quase-sempre? Difícil
é segredar esse pequeno-grande acontecimento no metrô, durante o caminho de volta
pra casa.
| Os camundongos de Hoffmann, inspiradores do Quebra Nozes, azem graça nas vitrines da cidade durante as Festas ;) |
sábado, 8 de dezembro de 2012
Esquilos e micos (ou primos distantes)
Outro dia, um amigo quebequense comentou
que achava bizarro pra não dizer assustador o fato de no Brasil haver macacos nas
árvores nas ruas das cidades. Eu retruquei que achava estranho ratos de cauda
grande nas árvores e ruas, saqueando lixos, comendo toda e qualquer porcaria,
assaltando sacos de pipoca e vá lá...fazendo gracinhas também. Ele retrucou dizendo “Mas os micos são mini-humanos quase!
Têm trejeitos de gente!” (não esqueçamos que os macacos são nossos primos mais
próximos :))
(pausa dramática)
Lembrei da estrada que peguei de
Montreal pra Toronto. Um monte de marmotas 'terminadas' pelo caminho (tentei evitar a cacofonia marmotas mortas que Deus castiga ;P). Bicho comum por
aqui, mas estranhão pra quem vem do sul (ao menos pra mim). Nada contra as
bichinhas, mas são antas que não deram certo, tadinhas. Ele me olhou com o olho
do tamanho de uma lua cheia “Não, elas não são estranhas!” Ai,ai,ai...e o olho virou um
planeta de fogo quando eu disse que elas são exóticas. Juro pela minha coleção
de cadeiras em miniatura (que aliás, ainda não comecei) a palavra EXÓTICA
pareceu ofensiva.
Fiquei pensando que a fórmula simples de perceber os diversos pontos de vista é dificilmente aplicada na vida da gente; e se o é, dificilmente repetida. Quando por aqui, um 'local' me pergunta o que acho do Québec e digo que há algo de exótico... na neve...e listo coisas que me parecem diferentes e incomuns – até o primeiro encontro com elas – às vezes, a coisa não é bem recebida, ou pior, assimilada. Exótico é o que não sou eu e ponto final. Pra não ser eu, é preciso um distanciamento máximo do objeto em questão. Já o lugar do exótico é estável...imutável como, como ... NADA na vida (ou quase nada).
Fiquei pensando que a fórmula simples de perceber os diversos pontos de vista é dificilmente aplicada na vida da gente; e se o é, dificilmente repetida. Quando por aqui, um 'local' me pergunta o que acho do Québec e digo que há algo de exótico... na neve...e listo coisas que me parecem diferentes e incomuns – até o primeiro encontro com elas – às vezes, a coisa não é bem recebida, ou pior, assimilada. Exótico é o que não sou eu e ponto final. Pra não ser eu, é preciso um distanciamento máximo do objeto em questão. Já o lugar do exótico é estável...imutável como, como ... NADA na vida (ou quase nada).
Pra mim isso é só o começo da
discussão. Uma cosquinha (mais uma). O negócio ainda é observar, observar e observar.
Depois a gente vai falando o que vai vendo, compartilhando, acertando e errando
também. E ... quanto espanto, quanto desencontro e desentendimento! Ai,ai,ai... quando não bate a preguiça, se colocar no lugar do outro, refletir e
refletir-se é um bom negócio.
Os esquilos, pobrezinhos, não têm nada
com isso, ou quase nada. Confesso que já mostrei a língua e disse alguns bons
palavrões pra um esquilo que rasgou o saco do lixo que eu coloquei do lado de fora. Imagina toda aquela porcaria espraiada pelos fundos? (no bom sentido, claro ;)) E
os micos? Desastrada e um pouco distraída, já paguei muitos principalmente
nessas bandas acima do equador.
| Mico se mimetizando em uma árvore soteropolitana! |
| FLAGRA! |
| Esquilo se safando de uma rasgação de saco em Montreal :). |
segunda-feira, 19 de novembro de 2012
Sorriso de Outono
O sorriso de outono vem intercalado por duas imagens de um maaaaar de folhas amarelas que caem (caíram) nessas últimas semanas.
Caminhando e fazendo as folhas se quebrarem (crek-crak!) , vou sentindo que as ruas cada vez mais vazias e misteriosas são mais minhas agora. E as copas das árvores que às vezes parecem nuvens amarelodouradas?!
Caminhando e fazendo as folhas se quebrarem (crek-crak!) , vou sentindo que as ruas cada vez mais vazias e misteriosas são mais minhas agora. E as copas das árvores que às vezes parecem nuvens amarelodouradas?!
Sorriso com barulho outonal ;).
domingo, 4 de novembro de 2012
Chuva
Já tem fumacinha saindo da boca
quando se tagarela na rua. Já tem que se usar luvas pra quem anda de bicicleta
por aí, mas ainda não tem neve. Tem chuva.
O Québec é a terra do gelo e
talvez por isso as chuvas no outono por aqui não me agradam tanto. Meu gostar é bipolar: ou o
sol ou a neve. Quando tem chuva, eu me sinto quase que como ultrajada por um
fenômeno natural que não é novo #malhumoradaeu? e no entanto não se apresenta
como eu costumava experienciar desde o meu ‘sempre’.
Elas não são refrescantes como uma chuva
tropical. São frias – às vezes geladas – como um chuveiro que não se pode
alterar para o modo quente. Não é mística, não passeia pelo desvio de um
pensamento furtivo, bom. Nem dá vontade de botar a língua pra fora pra tomar um
tiquinho ;P. É uma chuva burocrática. Cai. Molha. Congela a derme, provoca
gripe #hipocondríacaeu? E, geralmente vem ‘temperada’ por um céu cinzento e um
vento agudo.
Pro meu relato não transbordar em
indocilidade malcriada, quero dizer que por um ato de Deus, meus sentimentos
estão se modificando graças ao caro Martin Page. É que esperando a chuva
passar, me abriguei em um sebo. Lá reencontrei um dos meus franceses preferidos.
O destino me botou cara a cara com o primeiro livro que li de sua autoria –
ainda em português e no Brasil-sil-sil – o ‘Como me tornei estúpido’ só que dessa vez na versão original.
Melhor que isso foi ver o seu ‘De la
pluie’* que nunca tinha ouvido falar. É um tratado sobre a chuva com poesia
branda de botar sorriso no rosto.
Comprei. Gostei muito e recomendo
no mesmo tanto.
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| O livro que amoleceu meu coração de pedra e sem alma ;) |
*Em tradução
livre e burocrática : Da chuva
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