terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

'Luminoterapia'

Vocês já ouviram falar em depressão sazonal? Especialistas explicam que o estado de espírito, o humor mesmo :) muda de acordo com as estações do ano. Levando em conta que as estações do ano são bem definidas aqui, a dita depressão é normalmente sentida no inverno. O sol se deita mais cedo, as luzes artificiais se fazem presente mais cedo também, o frio faz encolher os corações – alguns, só alguns. Não adianta perguntar porque as pessoas ficam tristes, já que a estação de gelo estava prevista no pacote...São coisas da vida... É a química do corpo humano, é a dança dos líquidos da gente.
Pensando nisso, pra levantar o ânimo do povo e evitar que o estoque de antidepressivos das farmácias entre para o rol do ‘tem, mas acabou’a cidade que respira criatividade entra em campo com a Luminothérapie.
Luzes para levantar o moral! Com instalações em pontos estratégicos da cidade. São tetos feitos de pedaços de papel iluminados por canhões de luz...eles se movimentam  refletindo azul, verde, amarelo na gente, no tapete branco da neve, nos prédios em volta. Parece mágica! E juntos formam um grande teto em mosaico...Outros são troncos de florestas de ecossistemas intermediários, imitando a imensidão do quase-nada antes de ser floresta e antes de ser nada – entendeu? Eheheh – eles puseram espécies de troncos ocos com estampas tribais e quando se produz um som qualquer dentro deles – eu dei um grito bem altooo – esse som ‘passeia’ entre os outros troncos e uma luz ‘rebervera’ na floresta estilizada.Tudo isso pra fazer reavivar o lúdico que tem lá no cantinho da gente! Essa Montrealzinha sempre dando um jeito d’a gente respirar arte e ‘sorrir de canto de boca’. :).
PS* Passeando na madrugada, a nuvem de luz me fez cantar ‘Banho de Lua’ sucesso na voz da Celly Campello só que no meu caso, era banho de luz!

Foto: Martine Doyon

Foto: Martine Doyon


Oh...Luar tão cândido! :P

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

O dia nevoso

Escrevi a palavra nevoso acima e me dei conta de que até agora, só tinha familiaridade com o termo chuvoso. Soou estranho pra você também? Bom, este post é pra falar do 50° Aniversário do livro The Snowy Day de Ezra Jack Keats.
                             
                                       
Foi a primeira vez que uma criança negra apareceu na ilustração de um livro infantil nos Estados Unidos – ele era o personagem principal da estória, o ‘herói’. Foi assim, ó: Ezra viu a foto de uma criança brincando na neve em um artigo da Life Magazine em 1940 e o achou tão cute cute que enxergou  ali  o personagem para o seu primeiro livro solo. Era uma daquelas campanhas de saúde do governo e o título da matéria foi 'Blood Test' (teste de sangue). O pequeno estava lá fazendo careta depois de ter se submetido ao exame. Um menino fofo e meio zangado que brincava no pátio de uma escola, todo ‘empacotado’ pro frio que já tinha pintado por lá.
Antes desse livro, Mr. Keats só fazia ilustrações e nem tocava nas palavras...imaginem! O livro ficou famoso pelo ineditismo.Já que o fofucho em questão era negro.Você também se perguntou ‘e daí’? Eu também acho, mas a coisa – o livro— foi realmente inédita... porque ninguém pensou nisso antes não se sabe. Mas se você pensar comigo que era o ano de 1962, a luta pelos direitos civis etc,etc... vai entender a importância da coisa.
Aqui entre nós, será que Keats, ao ser conquistado pelo fofo brincando na neve nem pensou em questões políticas, no primeiro momento? Só transformou ludicamente uma cena que viu em um jornal? Pode ser que ele respondesse a essa pergunta com um simples“Eu hein!?Sou só um homem como outro qualquer retratando uma criança, como qualquer uma outra!”
Ah, não mencionei que o escritor /ilustrador era judeu...mas precisava falar? ;)

Olha o figura aí,ó! :P