sexta-feira, 28 de setembro de 2012

Viagem de trem II

De tanto ficar de olho no site da viarail, encontrei um precinho feito pro meu bolso. Daí, voilà, decidi ir de trem pra Ottawa. Achei lindo todo aquele protocolo de viagem que a gente costuma ver ligado a viagem aérea usado pra uma viagem terrestre. A estação lotada, os painéis eletrônicos, as filas, os guichês, enfim, aquele ponto de partida pra qualquer lugar do mundo. Exageros à parte, a viagem de trem tem um quê romantizado pelos filmes e livros, tem um quê de antigo e doce. De memória perdida.  Eu me senti dentro de uma canção do Tom Jobim.

Lá estava eu, dentro de um trem azul vendo aquelas paisagens de filme norte-americano. Fazendas amareladas por plantações de milho; quadrados de fenos jazendo em solos cansados; cidades perdidas entre postes feios e estações degradadas; florestas e bosques nórdicos sorrindo do lado de fora da janela. Parece uma grande pausa de apreciação do mundo.
Viagem de trem pode dar uma sensação aguda de que a vida é um resumo de chegadas e partidas. Mas dá paz também. Assim como um frisson em saber que toda essa novidade é pra um pequeno deleite no Museu de Belas Artes de Ottawa.
Ah, como tudo tem seu lado bom e seu lado ruim, aconselho a quem for viajar que leve um lanchinho. Já que a outra opção é pagar pelo lanche servido pelas comissárias de bordo ;)
Tem também o fato da composição parar dando preferência a outra quem viaja em sentido contrário. Isso pode prolongar a viagem em alguns minutos, o que pra mim significou prolongar o prazer :)).



sexta-feira, 21 de setembro de 2012

Sorriso de verão II

Sabem aquelas máquinas captadoras de energia solar? Aqui tem aos montes. Embora a energia solar não venha com tamanha intensidade de um país tropical.

São radares, painéis eletrônicos de toda sorte, alimentadores de pontos de estacionamento... As estações de bixi (as bicicletas de aluguel) são também alimentadas por energia solar. Não tenho ideia do quanto isso custe. Humildemente imagino que mesmo que custem os olhos da cara, os investimentos devem fazer sentido ao longo dos anos. Me pergunto porque no Brasil não temos sistema equivalente já que o sol está lá em 95% do ano (?).
Bom, até o verão que vem ;)

Olha ela aí, fazendo cara de 'árvore eletrônica'!
Olha mais de perto! :P

terça-feira, 18 de setembro de 2012

Viagem de Trem I


Mês passado andei de trem pela primeira vez aqui no hemisfério de cima. Fui a Ottawa.

Se a desculpa pra ir a Toronto foi a exposição de Picasso, a desculpa pra ir a Ottawa foi ver a exposição de Van Gogh. Chamada de “Van Gogh de perto”, ela exibe alguns trabalhos do Vicente. Desde os primeiros em Paris, quando aos 27 anos decidiu ser ‘artista’ até os que realizou no finzinho de seu dias.Eu achei tudo lindo, tudo difícil de não gostar. Incluía também algumas influências do pintor como gravuras japonesas. Algumas coisas nessa temporada no Canadá têm me deixado intrigada (e ainda não estou certa se é essa a palavra) : É que muito do que vejo não é bem novidade, mas confirmação. Hoje em dia a gente tem tanto acesso a tudo pela internet ou por livros mesmo – já que os importados estão super acessívies – que quando nos deparamos com a coisa real – neste caso um quadro – parece mais uma confirmação do tipo “Ah, ele existe mesmo!”. É como se um sonho bom fosse real só que com outras dimensões reveladas. É mais ou menos isso...
Já tinha visto um VG antes em Sampa, mas nunca tantos jutos num mesmo espaço. Lembrei de novo do livro que li a tanto tempo (presente da minha querida amiga Fernanda ), de como eu era de como eu sou.
E vi os traços do pintor não como uma novidade mas um reencontro. Era bonito, inovador e tão moderno que eu, que não entendo nada disso gosto de gostar. É honesto. É verdadeiro.
Além das cartas que li, lembrei da novidade que surgiu no fim do ano passado sobre o pintor. É que na verdade, ele não teria se matado. O bom homem foi vítima de um ‘tiro acidental ‘ de um jovem amigo. E no calor do acontecimento, não quis dizer a verdade e incriminá-lo. Morreu sem dizer o que te fato houve. Como quem sabe dar a importância certa às coisas, como quem vê para além do que a gente vê.
Um dos quartos que tive quando ainda morava com meu pai em Salvador era uma cópia idêntica do quadro quarto deVG em Arles. A cor da parede, a cor e disposição dos móveis...quase tudo. Me parecia mágica e gigante a mente do gênio mas perfeitamente habitável e convidativa.
Agora, estava eu novamente diante das cores que improváveis – ao menos antes dele – significavam tronco, grama, parede, flor, detalhe. E o melhor é que eu vim de trem! Mas isso é assunto pra outro post!
Ah, deu na Elle Québec a expo do Van Van ;).

                                                
                                                        
                                    
                                        


quinta-feira, 13 de setembro de 2012

Eu e o Adriano

Foi mal. Fiquei de novo postergando as minhas aparições por aqui. Ando sempre com minha maquininha fotográfica e meu caderno de anotações. Tudo que é bobagem eu anoto, desenho, colo. Como 98,5% é muita bobagem acabo não postando, os 1,5% restantes (olha como tou boa em matemática :P) guardo pra depois e o tal depois quase-nunca chega, ou vem chegando num ritmo diferente do que eu gostaria.
Aceitem essa desculpa original e sincera de bom grado. E por favor, não me demitam! :D
Outro dia acompanhando as notícias sobre futebol #ovicio - como drama pouco é bobagem, acabei me identificando com o pobre do Adriano (aquele do Flamengo!). Guardadas as devidas porporções... como eu em outro post perdido por aqui jurei  - sem cruzar os dedos nas costas ;) - que escreveria com certa frequência - mesmo só pra dizer que o meu mundinho continuava girando - o Adriano também jurou melhorar seu comportamento lá no clube...
Meus amigos do Brasil acharam graça  e diseram que iam cobrar. A brincadeira é uma espécie de acordo de vontades de não ficar assim tão longe, sabem? Mas, aí...eu me passei e o tempo também passou e... ehehe não vou 'prometer' mas...vou tentar me comportar mais direirtinho! :P.