terça-feira, 18 de setembro de 2012

Viagem de Trem I


Mês passado andei de trem pela primeira vez aqui no hemisfério de cima. Fui a Ottawa.

Se a desculpa pra ir a Toronto foi a exposição de Picasso, a desculpa pra ir a Ottawa foi ver a exposição de Van Gogh. Chamada de “Van Gogh de perto”, ela exibe alguns trabalhos do Vicente. Desde os primeiros em Paris, quando aos 27 anos decidiu ser ‘artista’ até os que realizou no finzinho de seu dias.Eu achei tudo lindo, tudo difícil de não gostar. Incluía também algumas influências do pintor como gravuras japonesas. Algumas coisas nessa temporada no Canadá têm me deixado intrigada (e ainda não estou certa se é essa a palavra) : É que muito do que vejo não é bem novidade, mas confirmação. Hoje em dia a gente tem tanto acesso a tudo pela internet ou por livros mesmo – já que os importados estão super acessívies – que quando nos deparamos com a coisa real – neste caso um quadro – parece mais uma confirmação do tipo “Ah, ele existe mesmo!”. É como se um sonho bom fosse real só que com outras dimensões reveladas. É mais ou menos isso...
Já tinha visto um VG antes em Sampa, mas nunca tantos jutos num mesmo espaço. Lembrei de novo do livro que li a tanto tempo (presente da minha querida amiga Fernanda ), de como eu era de como eu sou.
E vi os traços do pintor não como uma novidade mas um reencontro. Era bonito, inovador e tão moderno que eu, que não entendo nada disso gosto de gostar. É honesto. É verdadeiro.
Além das cartas que li, lembrei da novidade que surgiu no fim do ano passado sobre o pintor. É que na verdade, ele não teria se matado. O bom homem foi vítima de um ‘tiro acidental ‘ de um jovem amigo. E no calor do acontecimento, não quis dizer a verdade e incriminá-lo. Morreu sem dizer o que te fato houve. Como quem sabe dar a importância certa às coisas, como quem vê para além do que a gente vê.
Um dos quartos que tive quando ainda morava com meu pai em Salvador era uma cópia idêntica do quadro quarto deVG em Arles. A cor da parede, a cor e disposição dos móveis...quase tudo. Me parecia mágica e gigante a mente do gênio mas perfeitamente habitável e convidativa.
Agora, estava eu novamente diante das cores que improváveis – ao menos antes dele – significavam tronco, grama, parede, flor, detalhe. E o melhor é que eu vim de trem! Mas isso é assunto pra outro post!
Ah, deu na Elle Québec a expo do Van Van ;).

                                                
                                                        
                                    
                                        


2 comentários:

  1. Oi, Delana!

    Eu amo os posts que você escreve. Sem dúvida você é a imigrante blogueira mais cool que eu já vi: David Lynch, Picasso, Van Gogh... Você está por dentro de tudo o que é bom! Hehehe... Continue escrevendo!

    Abraços,
    Lidia.

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  2. ô Lidia, que nada menina!Nem uma coisa nem outra. Fico cool qdo vc visita aqui o gelinho!
    Obrigada!
    Abraço pra vc tb:)

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