quarta-feira, 14 de agosto de 2013

Uma ou duas coisas


Primeiro achei que soaria meio esquisito escrever coisas que aconteceram aqui há tanto tempo como se fossem fresquinhas. Parece pão dormido vendido como se saído do forno, né? :P
Ao mesmo tempo, queria falar sobre uns assuntos, tipo coisas sem ligação alguma, que só por terem se passado eu queria dizer. E afinal de contas o blog é meu e eu tenho esse direto :). Desculpa o mau jeito #metida.
 
Pois bem, enquanto eu estava :
a)    na preguiça
b)   viciada em The Tudors 
c)    desenvolvendo uma paixão platônica por Jonathan Rhys Meyers 
d) digerindo as pedradas quinzenais da minha querida terapeuta
e)    todas as alternativas anteriores


       ( pausa dramática)

Eu descobri um dos MEUS  cantinhos na cidade, o Upstairs  Era um dos lugares que eu queria ir mas nunca me mexia realmente pra conhecer o recinto :). Em pleno fevereiro resolvi colocar o plano em prática. Plena neve, plena quarta-feira de cinzas e os meninos tocaram Manhã de Carnaval de Luís Bonfá e Antônio Maria. Foi amor à primeira vista. Tudo lindo, tudo lindo, tudo lindo! (a repetição é necessária, não vou pedir desculpas a ninguém :P). O Resultado é que toda ou quase toda quarta-feira volto. São os estudantes de Jazz da Universidade Concordia que tocam graciosamente para treinar a si mesmos e pra adoçar nossos ouvidos. Clássicos como "All of me"; "Est of the sun"; "Insensatez"; "Cry me a River" ai, ai... além de coisas que  não conhecia, sentidos pela primeira vez ao vivo é demais por meu <3!


(pausa menos dramática)
 
Eu descobri que aqui também tem isso da gente não saber exatamente o que tá acontecendo #dã . Mais explicadinho? A cidade ficou sem água potável por quase 48 horas (ou foram 36 ? ) xi nem me lembro. Era maio e a explicação pra não ter água foi uma falha mecânica na usina de Atwater. Depois eles disseram que era uma coisa tipo normal (tudo sob controle, saca?)  que eles tavam fazendo manutenção na verdade, rs.  O importante era o seguinte: nada de beber água da torneira. Já podem imaginar que faltou água nos mercados, postos e afins; que o preço da água subiu mais que balão de gás hélio e que em TODOS os lugares as torneiras tinham um papelzinho dizendo “BEBA NÃO SEM NOÇÃO”:).

Mais óbvio que isso? Eu – a bloqueira mais esperta do planeta  #megalomana  bebi dois copões de água nesse dia antes de sair cedinho de casa . Até receber um sms de uma amiga avisando o que só eu não tava sabendo #dãII. Como boa hipocondríaca carreguei a sensação de que morreria nas próximas 24 horas com o estômago estufado cheio da água louca (tipo a síndrome da vaca louca, claro!).

E no final da temporada da água louca já não tinha água mineral nas lojas. Só água mineral com sabor – nem sabia que existia isso, gente! A coisa virou o tema mais falado da cidade. Em cada esquina tinha gente especulando o que fato aconteceu com a tal usina. 

Ao mesmo tempo, rolava o Festival Transameriques  Os artistas colocaram  a 'água louca' no meio da apresentação e distribuíram preciosas garrafinhas pra plateia. Super engraçado! Todas as indumentárias eram feitas do mesmo material. Isso é que é improviso e presença de espírito. O espetáculo foi ótimo diga-se de passagem :) Olha um tiquinho  do Beauty remained aqui!

 
No final das contas a imprensa afirmou que foi falha humana o que causou essa crise toda de potabilidade da água. Vai saber né? Me dei conta de um fato pitoresco na minha cabeceira: várias garrafas de águas vazias e meu barquinho em miniatura nadando na imprevisibilidade da vida, rs.
Bom, era só isso mesmo ;).


quinta-feira, 8 de agosto de 2013

O Pantera

Já tá na hora d’eu colocar uma tag “comidinhas”aqui no gelo. Montreal – essa  cidade em que cada saída do metrô revela um novo mundo – tem  a cada esquina um sabor dele. :)
O Pantera não é  bem exatamente um restô típico de algum lugar, é na verdade um restaurante de comida vegetariana. Não, eu não sou uma vegetariana assumida ;). Eu sou do tipo que vai pelo paladar. Meu paladar não é muito fã de carne vermelha embora eu seja louca por um molho à bolonhesa #nhamnham.
O “La Panthère Verte”é um cantinho ótimo pra comer bem e gostoso. Saladas, sucos, sopas (sou louca por elas) e uma ambiente supermegagradável. Pra começar um ambiente pra sentar e tirar o sapatos (restrito só para portadores de meias) um climinha relax, me senti como num bosque de tranquilidade no centro – ou no mile end – o precinho é justo e os atendentes são uma simpatia. Ah sim, sugerem pratos também. E quando um chata de galocha como eu rejeita uma refeição apimentada pedindo um pão pra ajudar a descer a gororoba, eles oferecem uma saladex por conta da casa. Estou verde de amores por lá <3!

De dentro pra fora!
Sopa e leitura boas!
O tal do Falafel:fala sério! #dã
Suquinho de beterraba com laranja...é, eu tb acho estranho esse copo-compota! :)
A zona das meias: pra tirar o sapato e mostrar o chulé!
Almofadas pra recostar...vem?

segunda-feira, 5 de agosto de 2013

Sorriso de verão II

"Eu sempre sonhei com uma vida dupla". Dessas que de dia eu sou azul e de noite eu sou roxo. Percebam vcs que azul e roxo são complementares, não opostos e antagônicos. Como no sul burocrata e no norte ser artista, sabem? Só um pensamento solto num verão de Domingo. ;P



quarta-feira, 10 de julho de 2013

Sorriso (s) de Verão I

É nessa época que a cidade fica com placas de filmagens por quase todos os lados. Hummmm talvez desde o começo da primavera ;). Como euzinha aqui é que tem pedalado mais por aí, percebo  mais as placas de aviso de mudança de caminho, via interditada, proibição temporária de permissão pra estacionar... são produções estilo blockbuster (aqui tb,ó!) a produções do cinema quebecois ou mesmo europeu.
Já que montrealzinha pode ser visualmente confundida com muitas  cidades do mundo, todo lugar é lugar né?

Acho que deve se tratar do filme `Le temps des roses`

Esse aqui é indecifrável pra mim :P

terça-feira, 25 de junho de 2013

Bilhetinho Premiado

Um mês atrás fui ao aeroporto levar um amigo que vai passar uma temporada fora. Mudança de um ano. Na limpeza geral que ele fez no apê que deixou pra trás, uns bilhetinhos de loteria ‘nasceram’ do chão. :). Daí pra matar o tempo –
enquanto o avião não atravessava o atlântico – resgatamos os tais bilhetes e tiramos a sorte. Cada vez um bilhete vinha premiado com o valor de outro bilhete, e a  cadeia quase não tinha fim.
Quer dizer, os meus bilhetes não vieram francamente premiados como o dos outros amigos presentes. Em vez de vir escrito “vc ganhou CAN$ 3,00” veio  “dê sinal de vida a seus velhos amigos” . Gargalhei pra dentro. Verdade que tem tempo que não apreço no bloguinho, embora esteja sempre atenta às coisas que penso/vejo/ gosto de escrever por aqui. Voltei pra dar sinal de vida y otras cositas más.


Taí  a prova do crime!


* Bom verão pra quem tá na parte de cima do planetinha, bom inverno pra quem tá na parte de baixo. :).

terça-feira, 9 de abril de 2013

Neve também é mar


Nasci numa cidade praieira. O mar era meu quintal. Minha linha do horizonte. Paisagem natural que emoldurava os dias, as noites, as férias escolares, a ida ao trabalho, ao cinema e mais tarde os mergulhos com snorkel nas águas claras da baía.
Já me perguntei se seria capaz de viver em uma cidade sem mar. Certa vez tive a intenção de morar em Belo Horizonte (Minas Gerais). Os planos não se acertaram e voltei pra Salvador com outra carta na manga: Montreal (#bhaindaehsonho!). O lado bom é que caminhando pelas ruas de BH ao ver que a moldura marítima se transformava em moldura de montanhas por todos os lados, meu coração não reclamou como pensava que seria. A ideia foi totalmente arrematada vendo que estando em Montreal por pouco mais de dois anos, percebo que sim, é possível viver longe da praia (espero que o Rio São Lourenço não esteja lendo este post,rs).
O meu negócio com o mar eu não sei direito explicar. Não costumava ir pra me tostar na areia. Além do que, ia só em horários de criança (até as 10h e depois das 16h). Acho mesmo que ele traz um não-sei-o-que pra cidade a fazendo mais viva.
Ao mesmo tempo, venho pensando que esse ‘não sei o quezinho’, essa ‘vida’ é algo que pode ser ‘substituído’ por um fenômeno da natureza. Sendo assim, acabo de decretar que “neve também é mar”. :)
Sinto que o fenômeno da mudança de cenário que vem com a mudança das estações do ano – e, confesso, a neve mais ainda – traz essa transformação e renovação que o mar trazia em mim. Espelhando o céu, renovando-se com as chuvas, elevando-se com as marés. Começando e recomeçando-se sem fim. Igual a inverno-primavera-verão-outono. Igual a neve-frio-chuva-sol; vento-frio-flores-folhassecasnochão #tudojuntomisturado!
Enquanto os hábitos se acostumam com aos protocolos da mãe terra adaptando-se com casacos, luvas, cachecóis, guardas-chuvas ... os olhos – “janelas da alma” como já disse o poeta – brilham  ainda diante do mar branco que se fez de madrugada. Foi a neve que começou a ‘se compor’ no comecinho da noite. Imensa (seu azul é branco com cristais). Sem o barulho das ondas, sem o salgado da água, sem o quente dos mares austrais. E ainda assim com vontade de ser mergulhada.De ser caminhada a passos largos de algum pinguim novo #euzinha! De ser atravessada – ou remada? ;) – para comprar chocolate quente no café da esquina, para visitar amigo, para ficar na fila de show de rock, ou para simplesmente bisbilhotar pela janela o lado de dentro do lar alheio.
Guardando a promessa de que ela desaparecerá com o calor do tempo para depois voltar em alguns dias.
É que neve, também é mar!

Para a úlitma tempesade de neve da temporada.

sexta-feira, 5 de abril de 2013

Stick Rice


Vocês vão dizer que eu vivo passando atestado de tabaroice e é a pura verdade! Quase tudo o que vejo por aqui vira experiência antropológica fácil, fácil. A mais recente delas foi a do stick rice! Nunca na vida tinha ouvido falar no negócio, vc também não? Ufaaaaa!
Foi assim: fui convidada por uma amiga filipina para o aniversário da filhinha dela. Uma princesa que completaria seus 10 anos. Muita comida típica e muita conversa boa. Descascando camarão e picando legumes, fui descobrindo as estrelas da comida oriental. Arroz (dã), macarrão (dã) e banana (hã?)! Claro que tou resumindo a ópera, né gente? Seria como reduzir a comida brasileira a feijão, arroz e carne.
Enquanto a conversa rolava, a gente tava liberada pra comer um tiquinho dos quitutes que já estavam prontos. Nesse momento, abre-se a panelona em cima do fogão e o que eu vejo é uma mancheia de abarás em miniatura! Como assim? Isso aí não é “prato típico” da minha terra? #bairrista! Em coro, todos me corrigiram: “É Stick Rice, Delana!”. Ah bom, mas como assim? É um bolinho feito todinho de arroz embalado em folha de bananeira e depois cozido no vapor. Algum filipino aí lendo o bloguinho pra me ajudar? :P
Posso dizer que o abará do oriente é gostoso. Parece que o arroz no estilo “unidos venceremos” ganha uma consistência diferente e um sabor tb! Minha amiga Mari Lou explicou que é comida de rua em Manila e que vai me dar a receita preu tentar fazer em casa. Ah, na mesa farta tinha também pimenta de banana, pode isso? Pimenta de banana? Deixei pra mergulhar nesse vulcão tropical na próxima visita... Quem é doido? :)




É primo distante do abará, minha gente!
Pimenta de banana, vai?:P