quarta-feira, 3 de abril de 2013
Sorriso de Primavera I
terça-feira, 2 de abril de 2013
Apelo
O calendário avisa que agora já é primavera. A notícia foi espalhada pelo hemisfério norte inteiro, mas imprevistos acontecem... De modo que ultimalmente tem dia que é primavera e tem dia que ... não! Não tou falando de dia que é outono (cada vez mais acho que primavera é o outono plantando bananeira - ou seja, dependendo do ponto de vista é importante se apegar aos detalhes como folhas caindo e flores se abrindo, porque as temperaturas são superrrr parecidas ;p); Falo de dia que é inverno com nariz virando geladeira e meleca virando gelo (desculpem os estômagos fracos :D ).
Como podem ver, eu levo na esportiva. Só que tem gente por aí ferido de morte com essa maluquice no clima. Tão processando até a marmota Phil (estadunidense) pela previsão de tempo engangada, tadinha! Mas Fredinho, ops, Fred (desculpem revelar o nosso grau de intimidade... <3 ) Previu que a primavera ia chegar num tempo digamos, diferente. Que seria tardia!E não adianta ficar fazendo apelo em vitrine de loja por aí, hein?
| Em tradução livre: caro inverno, por favor enviar a primavera assim que possível, obrigada! |
Sorriso de Inverno II
Olha o detalhe do jogador de hóquei esperando o metrô ao lado do engravatado...cada um aproveita o inverno como pode! :P
quarta-feira, 13 de março de 2013
Sorriso de Inverno I
O sorriso deste inverno é de placa, como um gol. Pertence a um restaurante aconchegante que fica enfeitando o meu caminho de sempre. Sei que placa na calçada com o cardápio do dia tem em quase todo lugar do mundo. Só que com esse 'açúcar gelado' escondendo o preço... é a maior jogada de marketing dos úlitmos 12 meses! ;).
terça-feira, 12 de março de 2013
Postagem sem título ;)
Foi falando com uma amiga ao
telefone que percebi a lonjura da minha ausência virtual nesses últimos tempos.
Ela me perguntou se eu achava que já era hora de ‘colocar pra jogo’ o
guarda-roupa de primavera. “Como assim, primavera já?” ,pensei. Sou sempre pelas
estações intermediárias – é assim que chamo o outono e a primavera— mas mesmo
assim sou super a favor de festejar o inverno e os acontecimentos que ele traz.
Até porque não dá pra fugir, né gente? Sim, sim podemos ir fazer um tour em
terras solares mas todo carnaval tem seu fim. A realidade surge mesmo que seja
de compreensão difícil, só assim ... porque tem de ser. ;)
Respondendo à pergunta da minha
amiga eu disse que não. Que não é hora de fazer sair as saias e echarpes
levinhos de seda mas já dá pra diminuir o aquecedor e trocar os casacos pesados
sim ;).
Tenho saudades de usar colares, brincos
grandes e outros fru-frus do gênero – já que tentei isso há uns meses atrás e
quase perdi a orelha #dramática :P – ok, tudo tem seu tempo. E é vontade tipo
cereja no sorvete. Posso ficar sem e não deixar de ter gosto pelas coisas.
Antes que o inverno acabe, deixa eu que contar
o que tenho visto aqui/ali:
Tem tempo que quero falar sobre umas
meninas que fazem tricô por essas bandas. Existem as do tricô pela paz. E também as
ville–vilaines. Em resumo elas fazem tricô e fazem disso um acontecimento
social, um motivo pra reunir gente, conversar um pouco e fazer voar a mente.
Dentre elas, algumas enfeitam as ruas com as suas obras. Imagina, você tá
esperando um ônibus e quando olha por lado a haste do poste tá enfeitada com uma
faixa colorida que tem por único objetivo enfeitar a cidade?! Fofo! Mas claro que
elas também são mulheres engajadas em causas femininas importantíssimas ... sim
senhor(a) :)!
| Que arvorezinha mais colorida! |
| Olha mais de perto! |
'Frutanova'
No mercado do bairro peguei uns folhetos do que pensei ser uma fruta inédita na história da humanidade. Pelo menos, da minha humanidade :P. Uma coisinha diferente, de tamanho médio entre a maçã e a manga de aspecto diferentão e desengonçado como um grande limão que usa blush cor-de- rosa :D.
Dois dias depois encontrei uns
amigos de Toronto. Sentamos à mesa na cozinha e vejam só, eles comiam a tal
fruta-mistério. Me ofereceram um pedacinho e fui lá eu mergulhar em mais uma
experiência antropológica. Coloquei o pedaço inteirinho na boca enquanto o
Darren gritava com comedidos desespero e riso: “não, a casca não!”
E não é que a bichinha tava mais amarga
que cera de ouvido? ;D Entendi rapidamente que a ciência era comer o miolo, as
gotinhas redondinhas que estavam no recheio da fruta. Ahhhhhhh... agora sim!
Senti um gosto de 'quasejambo' junto com um de coisa nova que não sei
explicar.
É esse gosto de fruta nova, de
coisa velha revirada como nova e de nova misturada com lembrança sem data definida - que veio fazer festa nos meus sentidos -
que desejo pra quem vem visitar o Gelinho. O ano de 2013 ainda
tá começarndo.Todos nós somos livres para fazer o seu ano
novo particular quando e quantas vezes bem entendermos. Se tudo não for novo e tiver algo de remexido com coisa desbotada, não ligue. Os remendos se forem bons, podem ser preservados e se ruins, já já você transforma em outra coisa.
Ano com gosto de ‘frutanova’ pra
você!
PS*Vasculhando na internet, descobri que a tal fruta é a Romã. Santaignoranciabatmam# eu é que nunca tinha provado...e lendo ainda mais, vi que acusam a coitadinha de nem ser fruta! Assim meu coração não aguenta! Pode isso, gente?
quinta-feira, 10 de janeiro de 2013
Artefato de Natal
Em matéria de natal, existe um
tal conjunto de coisas que formam uma tradição nessa época do ano. Trocar presentes,
colorir a casa de enfeites típicos, neve pra todos os lados, missa do galo, luzes
encantando as ruas, votos que se renovam e o balé quebra-nozes.
O cenário da natividade é
imbatível como estória a ser recontada. Além desse mistério mágico, a estória
do Papai Noel, os contos ‘modernos’ de Charles Dickens e de Ernest Hoffmann
estão em todo lugar que se confundem com domínio público. Será que de fato não
o são?
Ainda no Brasil eu também ouvi a
estória do espírito de natal do passado, do presente e do futuro além da estória
do Quebra Nozes e o Camundongo Rei. O Balé com músicas de Tchaikovsky – a coreografia
original é de Marius Petipa – é um clássico desde que foi encenado em 1892 na
Rússia. E assim ficou sendo um presente característico do calendário de fim de
ano. Só que esse presente é uma extraordinária celebração a ser compartilhada
co-le-ti-va-men-te. Pra mim, uma espécie de artefato de Natal. Pra se sorver
como coração cintilante. Sorrindo de canto de boca, faiscando até encontrar a
garganta.
E pronto, a fascinação está aí: a
neve que volta, as datas que se exaurem, a passagem do tempo que é pontuada por
acontecimentos que, nós sabíamos, estavam por vir. Se a esses momentos inexoráveis
pudermos adicionar algo de um deleite infantil e amoroso, vamos a ele!
Foi por isso que fui assistir ao
Quebra Nozes. A Fantasia da estória de um sonho de uma menina é uma ótima forma
de dizer que as estações passam, os acontecimentos se dão ... e bom é sublinhar
os momentos que não podemos tocar e desembrulhar como um presente comum. Aquele
balé com orquestra ao vivo, teatro lotado, burburinho de cochicho de multidão
invisível e batuque de pé ritmado no chão, é presente bom de guardar de olhos
fechados. Há quantos natais esse repertório é declamado a plateias em cantos do
mundo?
A fada das neves, os doces
dançando assanhados, os camundongos loucos, os carneiros saltitantes, as flores
em pas de deux ... quantos cúmplices já não os viram desde quase-sempre? Difícil
é segredar esse pequeno-grande acontecimento no metrô, durante o caminho de volta
pra casa.
| Os camundongos de Hoffmann, inspiradores do Quebra Nozes, azem graça nas vitrines da cidade durante as Festas ;) |
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