terça-feira, 25 de junho de 2013

Bilhetinho Premiado

Um mês atrás fui ao aeroporto levar um amigo que vai passar uma temporada fora. Mudança de um ano. Na limpeza geral que ele fez no apê que deixou pra trás, uns bilhetinhos de loteria ‘nasceram’ do chão. :). Daí pra matar o tempo –
enquanto o avião não atravessava o atlântico – resgatamos os tais bilhetes e tiramos a sorte. Cada vez um bilhete vinha premiado com o valor de outro bilhete, e a  cadeia quase não tinha fim.
Quer dizer, os meus bilhetes não vieram francamente premiados como o dos outros amigos presentes. Em vez de vir escrito “vc ganhou CAN$ 3,00” veio  “dê sinal de vida a seus velhos amigos” . Gargalhei pra dentro. Verdade que tem tempo que não apreço no bloguinho, embora esteja sempre atenta às coisas que penso/vejo/ gosto de escrever por aqui. Voltei pra dar sinal de vida y otras cositas más.


Taí  a prova do crime!


* Bom verão pra quem tá na parte de cima do planetinha, bom inverno pra quem tá na parte de baixo. :).

terça-feira, 9 de abril de 2013

Neve também é mar


Nasci numa cidade praieira. O mar era meu quintal. Minha linha do horizonte. Paisagem natural que emoldurava os dias, as noites, as férias escolares, a ida ao trabalho, ao cinema e mais tarde os mergulhos com snorkel nas águas claras da baía.
Já me perguntei se seria capaz de viver em uma cidade sem mar. Certa vez tive a intenção de morar em Belo Horizonte (Minas Gerais). Os planos não se acertaram e voltei pra Salvador com outra carta na manga: Montreal (#bhaindaehsonho!). O lado bom é que caminhando pelas ruas de BH ao ver que a moldura marítima se transformava em moldura de montanhas por todos os lados, meu coração não reclamou como pensava que seria. A ideia foi totalmente arrematada vendo que estando em Montreal por pouco mais de dois anos, percebo que sim, é possível viver longe da praia (espero que o Rio São Lourenço não esteja lendo este post,rs).
O meu negócio com o mar eu não sei direito explicar. Não costumava ir pra me tostar na areia. Além do que, ia só em horários de criança (até as 10h e depois das 16h). Acho mesmo que ele traz um não-sei-o-que pra cidade a fazendo mais viva.
Ao mesmo tempo, venho pensando que esse ‘não sei o quezinho’, essa ‘vida’ é algo que pode ser ‘substituído’ por um fenômeno da natureza. Sendo assim, acabo de decretar que “neve também é mar”. :)
Sinto que o fenômeno da mudança de cenário que vem com a mudança das estações do ano – e, confesso, a neve mais ainda – traz essa transformação e renovação que o mar trazia em mim. Espelhando o céu, renovando-se com as chuvas, elevando-se com as marés. Começando e recomeçando-se sem fim. Igual a inverno-primavera-verão-outono. Igual a neve-frio-chuva-sol; vento-frio-flores-folhassecasnochão #tudojuntomisturado!
Enquanto os hábitos se acostumam com aos protocolos da mãe terra adaptando-se com casacos, luvas, cachecóis, guardas-chuvas ... os olhos – “janelas da alma” como já disse o poeta – brilham  ainda diante do mar branco que se fez de madrugada. Foi a neve que começou a ‘se compor’ no comecinho da noite. Imensa (seu azul é branco com cristais). Sem o barulho das ondas, sem o salgado da água, sem o quente dos mares austrais. E ainda assim com vontade de ser mergulhada.De ser caminhada a passos largos de algum pinguim novo #euzinha! De ser atravessada – ou remada? ;) – para comprar chocolate quente no café da esquina, para visitar amigo, para ficar na fila de show de rock, ou para simplesmente bisbilhotar pela janela o lado de dentro do lar alheio.
Guardando a promessa de que ela desaparecerá com o calor do tempo para depois voltar em alguns dias.
É que neve, também é mar!

Para a úlitma tempesade de neve da temporada.

sexta-feira, 5 de abril de 2013

Stick Rice


Vocês vão dizer que eu vivo passando atestado de tabaroice e é a pura verdade! Quase tudo o que vejo por aqui vira experiência antropológica fácil, fácil. A mais recente delas foi a do stick rice! Nunca na vida tinha ouvido falar no negócio, vc também não? Ufaaaaa!
Foi assim: fui convidada por uma amiga filipina para o aniversário da filhinha dela. Uma princesa que completaria seus 10 anos. Muita comida típica e muita conversa boa. Descascando camarão e picando legumes, fui descobrindo as estrelas da comida oriental. Arroz (dã), macarrão (dã) e banana (hã?)! Claro que tou resumindo a ópera, né gente? Seria como reduzir a comida brasileira a feijão, arroz e carne.
Enquanto a conversa rolava, a gente tava liberada pra comer um tiquinho dos quitutes que já estavam prontos. Nesse momento, abre-se a panelona em cima do fogão e o que eu vejo é uma mancheia de abarás em miniatura! Como assim? Isso aí não é “prato típico” da minha terra? #bairrista! Em coro, todos me corrigiram: “É Stick Rice, Delana!”. Ah bom, mas como assim? É um bolinho feito todinho de arroz embalado em folha de bananeira e depois cozido no vapor. Algum filipino aí lendo o bloguinho pra me ajudar? :P
Posso dizer que o abará do oriente é gostoso. Parece que o arroz no estilo “unidos venceremos” ganha uma consistência diferente e um sabor tb! Minha amiga Mari Lou explicou que é comida de rua em Manila e que vai me dar a receita preu tentar fazer em casa. Ah, na mesa farta tinha também pimenta de banana, pode isso? Pimenta de banana? Deixei pra mergulhar nesse vulcão tropical na próxima visita... Quem é doido? :)




É primo distante do abará, minha gente!
Pimenta de banana, vai?:P

quarta-feira, 3 de abril de 2013

Sorriso de Primavera I

O sorriso de primavera é de um vestido que passou a última temporada no armário e tá doidinho pra respirarrrrr. Feito gato querendo ir ver a rua!  ;)!

terça-feira, 2 de abril de 2013

Apelo

O calendário avisa que agora já é primavera. A notícia foi espalhada pelo hemisfério norte inteiro, mas imprevistos acontecem... De modo que ultimalmente tem dia que é primavera e tem dia que ... não! Não tou falando de dia que é outono (cada vez mais acho que primavera é o outono plantando bananeira - ou seja, dependendo do ponto de vista é importante se apegar aos detalhes como folhas caindo e flores se abrindo, porque as temperaturas são superrrr parecidas ;p); Falo de dia que é inverno com nariz virando geladeira e meleca virando gelo (desculpem os estômagos fracos :D ). 
Como podem ver, eu levo na esportiva. Só que tem gente por aí ferido de morte com essa maluquice no clima. Tão processando até a marmota Phil (estadunidense) pela previsão de tempo engangada, tadinha! Mas Fredinho, ops, Fred (desculpem revelar o nosso  grau de intimidade... <3 ) Previu que a primavera ia chegar num tempo digamos, diferente. Que seria tardia!E não adianta ficar fazendo apelo em vitrine de loja  por aí, hein?

Em tradução livre: caro inverno, por favor enviar a primavera assim que possível, obrigada!

Sorriso de Inverno II



Olha o detalhe do jogador de hóquei esperando o metrô ao lado do engravatado...cada um aproveita o inverno como pode! :P

quarta-feira, 13 de março de 2013

Sorriso de Inverno I


O sorriso deste inverno é de placa, como um gol. Pertence a um restaurante aconchegante que fica enfeitando o meu caminho de sempre. Sei que placa na calçada com o cardápio do dia tem em quase todo lugar do mundo. Só que com esse 'açúcar gelado' escondendo o preço... é a maior jogada de marketing dos úlitmos 12 meses! ;).